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Capítulo 7 - Despertando poderes

Demorei um pouco para dormir à noite, repassando tudo que aconteceu comigo nos últimos dois dias e cheguei a conclusão de que tudo que aconteceu está bem longe da minha compreensão.
Acordei cedo, logo após um pesadelo com Vladmir, é claro que eu nunca o vi, mas minha mente estava fértil o suficiente para inventar um vampiro assassino com olhos vermelho-vivo e cara de malvado, no pesadelo ele matava meus pais.
Eram 05h40min da manha. Aproveitei para me aprontar logo, antes que alguém aparecesse para me acordar. Eu iria acabar com Vladmir, antes que ele destruísse tudo que amo.
Começaria o treinamento e eu me empenharia nele, eu sabia que não demoraria para todos descobrirem que eu sou a Terceira, o que não me deixava confortável, eu não gostava de ser o centro das atenções.
Segui minha nova rotina vampírica. Imaginei que a roupa adequada para um treinamento seria uma calça jeans e uma blusa de manga preta. Amarrei meu cabelo em um rabo de cavalo e saí para o refeitório.
Eram 6h20min quando cheguei lá. Não tinha quase ninguém. Fui até a fila e peguei meu café com leite e panquecas. Sentei na mesma mesa que eu estava no primeiro dia com Daniel. Eu tinha sorte de estar com a memória boa, apesar dos dois dias que passei na escola, aprendi onde fica meu quarto, o refeitório, minha sala de aula e meu armário, se eu fosse na biblioteca mais uma vez, provavelmente aprenderia o caminho, e, ah, também aprendi onde fica o local de lazer dos alunos.
Pensei em minha mãe e em como eu sentia falta dela, mesmo depois de ela ter me escondido algo tão sério do nosso passado. Como será que ela se resolveu com a diretora da minha antiga escola?
Como eu queria ver meu pai outra vez, mesmo que fosse a última.
-Bom dia, Rosy. – disse a professora que conheci um dia antes, Srtª Simony.
-Bom dia, professora. – eu disse.
A essa altura eu já estava terminando meu café e ela não estava com bandeja nenhuma.
-Como está se saindo sendo a Terceira? – perguntou ela
Me surpreendi:
-Estou me adaptando. – eu disse
-Precisa de ajuda? – ela perguntou
Pensei sobre o que ela disse.
-Todos precisarão de sua ajuda. – eu disse
Ela ri:
-Eu sei, querida, estou falando de aulas particulares, - ela fez uma pausa – Quero dizer, você precisará despertar seus poderes, não é?
-Bem, sim, acho.
Estranhei ela se aproximar assim, mas logo imaginei que ela apenas queria ser simpática.
-O que você acha de começarmos agora? – ela perguntou
-Esta falando sério? – perguntei
Ela apenas assentiu. Sorri em agradecimento.
20 minutos depois estávamos em uma área enorme, fora dos muros da escola, era a primeira vez que eu saía, não havia sol, deduzi que era por isso que a escola ficava a leste da Califórnia.
A escola era tão linda por fora como era por dentro, parecia um castelo com torres bem altas, mas uma em especial chamou minha atenção, ela era a única que estava fechada e era a mais alta de todo o colégio.
-Seja bem vinda à arena, Rosy. – disse ela chamando a minha atenção – Aqui é onde acontecem as lutas dos alunos nas aulas práticas.
Eu não saberia dizer quantos metros essa arena tinha, mas era realmente grande.
Uma pergunta estava martelando em minha mente, decidi perguntar logo á professora Srtª Simony, assim que eu tivesse chance, perguntaria. Eu estava parada do meio da arena, quando me virei para olha-la, ela havia sumido, olhei ao redor e como num raio ela apareceu com dois pequenos colchões:
-Este é para você. – disse ela me entregando um.
Colocamos os dois no chão, ela sentou-se e acenou para eu fazer o mesmo.
Assim que sentei na sua frente, numa posição para meditar, ela começou:
-Vamos começar com a concentração – ela disse – sei que sua avó tinha poderes mentais, então precisamos desperta-los, só depois vamos para o treinamento físico.
Assenti.
-Feche os olhos. – ela orientou
-Espere. – eu disse – E os outros alunos?
-Ah. Eles terão aulas no Estádio de Treinamento, fica do outro lado da escola, não se preocupe, não irão nos interromper.
Assenti novamente.
-Agora feche os olhos. – ela disse, novamente.
Fechei:
-Muito bem. – ela disse – Quero que deixe sua mente limpa, quero que pense apenas em minha voz. – Ela fez uma pausa – Agora preciso que se lembre de tudo que Vladmir fez e poderá fazer se não o impedirmos.
Após isso ela se calou, fiz o que me pediu e a única coisa que senti foi raiva. Raiva de Vladmir. Eu tinha que derrota-lo e quanto antes eu fizesse isso, mais rápido eu traria a paz para o mundo dos vampiros.
Vladmir tinha que morrer.
De repente senti uma luz me invadir, foi quando ouvi Srtª Simony dar um gritinho de alegria, sem pensar abri os olhos, tudo aconteceu muito rápido, mas tive tempo suficiente de olhar para minhas mãos e ver meus braços brilhando, um dourado intenso. O brilho cessou, fiquei boquiaberta e olhei para Srtª Simony, ela estava com um sorriso enorme no rosto:
-Você conseguiu, Rosy. – ela disse, alegre – Despertou seus poderes mentais.
Aquilo me deixou muito feliz, eu dei o primeiro passo, eu consegui.
-Obrigada. – eu disse e a abracei, ela retribuiu o abraço.
-O mérito é todo seu, querida.
Okay, essa era a oportunidade perfeita para a pergunta:
-Por que esta tão empenhada em me ajudar? – perguntei
Seu sorriso se desfez um pouco.
-Rosy, eu mais que ninguém, quero ver Vladmir destruído e se você é a única que pode fazer isso, eu te ajudarei ate não ter mais forças.
O sorriso dela se alargou um pouco:
-Obrigada. – eu disse
-Posso pedir um favor a você? – ela perguntou.
-Claro. – eu disse – O quê?
-Quero pedir a você que acabe com Vladmir, o destrua e só assim teremos paz.
-Eu prometo. – eu disse
Claro que eu sabia que não serianada fácil, mas eu pretendia cumprir minha promessa, com Srtª Simony meajudando eu o derrotaria e tinha certeza que cumpriria minha promessa.

Comentário do Livro (3465)

  • avatar
    Soares amaralManuele

    muito bom.

    1d

      0
  • avatar
    MatiasElis

    um bom texto tô adorando

    2d

      0
  • avatar
    Silva severianoKeliane

    obrigada

    3d

      0
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