Capítulo 17

Na casa de Rosa, todos estavam reunidos numa larga mesa de madeira, enquanto as crianças contavam para a sua mãe como havia sido os dias que ficaram com os seus avós:
- Mamãe, a vovó nos levou no parque de diversões- contava Jefferson, super animado.
- E fomos no cavalinho- completava Luis Gabriel.
- E comemos algodão doce, pipoca e batata frita- responde Andrielle.
- Fico feliz que tenham se divertido meus amores- responde Nayara.
- Mamãe, você e o papai se divertiram na Paraíba?- pergunta Andrielle.
Nayara tenta segurar as lágrimas que já se formaram nos olhos dela- devido o ocorrido no mar. Mas ela enxuga as lágrimas e diz o mais brando possível:
- Sim, meu amor. Nós nos divertimos muito. Assistimos ao pôr do sol na praia e entramos no mar.
- E depois? O que vocês fizeram?- pergunta Jefferson.
- Nós...- ela tenta falar, mas não consegue e resolve mudar de assunto- terminem de jantar crianças. Já está ficando tarde e vocês não podem dormir tarde.
- Nayara, o seu celular estava tocando- responde Cristiano, entregando o celular para Nayara.
- Ah! Pode ser algo do trabalho. Eu vejo mais tarde- responde ela- Posso conversar com vocês dois em particular?- ela chama Rosa e Cristiano para conversarem.
- Claro- responde Rosa- crianças, comam direito que já retornaremos para a cozinha.
- Tá bem- responde os três em conjunto.
Os três- Nayara, Rosa e Cristiano- vão até a varanda, onde Nayara respira fundo antes de dizer:
- Antes do ocorrido, o Natanael me pediu para nos mudarmos para o vilarejo e agora eu não vejo sentido continuar sozinha com as crianças em Miracema.
- E a Confeitaria?- pergunta Rosa- vai abandonar a sua loja?
- Não estou com saúde mental para isso no momento, mas pretendo conseguir um emprego como professora aqui no bairro- responde Nayara- irei fechar a loja e como pertence a mim, quando eu me sentir melhor, eu decido o que fazer com o estabelecimento.
- É claro, eu entendo perfeitamente- responde Cristiano- temos uma casa vazia que você e os seus filhos podem morar, afinal, vocês fazem parte da família.
- Muito obrigada- ela abraça cada um e logo as lágrimas saem dos seus olhos- eu sinto tantas saudades dele.
- Ah! Minha querida!- exclama Rosa- a saudade aperta, mas eu tenho esperanças de que ele ainda possa estar vivo.
***
Horas mais tarde, Nayara coloca os seus filhos para dormirem e procura saber quem havia lhe ligado. Ela retorna a ligação, mas cai na caixa postal.
Então, ela resolve deixar uma mensagem:
"Nayara: boa noite. Me ligaram desse número e eu gostaria de saber quem é."
Ela deixa o seu celular em cima da cômoda do quarto de hóspedes e põe para vibrar- assim, se tocar novamente, as crianças não irão acordar com o som.
Enquanto isso em João pessoa...
Natanael foi levado as pressas para o hospital mais próximo da cidade, enquanto eles tentavam identificá-lo. Logo, a polícia também foi acionada.
Como o Policial Gonzaga estava de plantão naquele dia, ele que foi o responsável por ir até o hospital e quando viu de quem se tratava, tratou de ligar o seu celular e enviar uma mensagem para o número que havia ligado mais cedo naquele dia. Porém, ele recebeu um recado de Nayara, querendo saber quem a ligava.
Então, Gonzaga retorna a chamada às 23h30 e dessa vez Nayara estava acordada e escutou o celular vibrando.
Ela se levantou da cama, pegou o seu celular e atendeu a chamada:
- Alô?- ela responde grogue de sono.
- Senhora Nayara?- pergunta o policial Gonzaga.
- Sim?- responde ela.
- Aqui é o policial Gonzaga do departamento de Polícia de João Pessoa. Temos uma pessoa que bate com a descrição do seu marido.
- Ah, Meu Deus!- ela exclama contente, mas logo sente algo ruim dentro de si e pergunta preocupada- ele está bem?
- Estava há algumas horas, mas ele sofreu um acidente enquanto um outro policial o levava até uma pousada segura, porque estávamos esperando os resultados do exame de DNA sair para mandá-lo de volta para o RJ.
- Eu posso vê-lo? Preciso saber se é mesmo o meu marido que vocês encontraram.
- Sim, mas te digo que as imagens que você verão não são boas. Ele teve perfurações em algumas áreas do corpo, devido os vidros do carro serem estilhaçados e ele estava no banco da frente.
- Tudo bem- ela responde, enquanto tenta controlar a respiração e o nervosismo que já se formava nela- estou pronta Senhor Policial.
- Só um momento que irei lhe enviar as fotos, já lhe retorno.
Ele desliga a chamada, retira as fotos escondido dos médicos e envia por MMS para Nayara.
Ela se prepara psicologicamente para ver as imagens e, ao abrí-las, um misto de sentimentos a atinge- tristeza por vê-lo naquele estado, mas feliz por ele estar vivo.
- Ah, Meu amor!- ela exclama baixinho- você precisa sair dessa vivo. As crianças precisam de você. Eu preciso de você. Sozinha eu não consigo.
O policial Gonzaga retorna a chamada e logo Nayara responde:
- Policial, é ele. Esse é o meu marido
- Ótimo. Ele passará por uma cirurgia para a retirada dos ferimentos e ocorrendo tudo bem, ficará em recuperação até ser liberado e mandado para casa.
- Como eu faço para ir vê-lo? Eles deixariam eu entrar? Afinal, sou a esposa dele.
- Ele está no CTI e aqui as visitas são proibidas, a menos que seja um oficial da justiça, mas você pode retornar para João Pessoa e aguardar a melhora dele. Quando ele acordar, será bom ver alguém conhecido e, do modo que ele falava sobre você, com certeza deve te amar muito.
- Obrigado Senhor Policial, irei avisar aos meus sogros também, eles estavam arrasados, pensando o pior, assim como eu estava.
- Tudo bem, qualquer notícia eu retorno, mas irei te passar o telefone do hospital. Você pode ligar e pedir informações do seu marido, eu vou autorizar a eles para lhe passar notícias sobre ele.
- Muito obrigada, de verdade. Mas como o encontraram? Não disseram que ele não estava em lugar nenhum.
- Uma moça e o pai o encontraram boiando quase sem vida no Rio Guarame e cuidaram dele até ele se recuperar.
- Eu preciso agradecer a eles. Pode me passar o contato deles?
- Eles não possuem meios eletrônicos e se fosse você, ficava longe dela.
- Mas por quê? Ela salvou a vida do meu marido e sempre serei grata a ela.
- Pode até ser, mas ela estava tentando o matar também. Parece que ela se apaixonou pelo seu esposo e tentou matá-lo com um pedaço de madeira. A história é muito confusa, mas foi a versão que o seu marido nos informou. Ela foi liberada por estarmos sem provas, mas a avisei que, se tentar algo mais, será detida.
- Que mulher sem vergonha!- ela exclama chateada- como se o meu esposo fosse trocar a sua família por uma mulher maluca. Ainda bem que não a conheço policial, porque eu não deixaria ela querer agarrar o meu marido.
- Fique tranquila que ela não irá se aproximar mais. Agora eu preciso desligar. Pela manhã eu retorno com mais notícias e como disse, irei autorizar a sua ligação aqui no hospital. Passar bem e tenha uma boa noite.
- Obrigada, para o senhor também.
Ela desliga a chamada e- como os seus sogros já estão dormindo- ela deixa para avisá-los pela manhã e vai orar, para que o seu marido possa sair dessa situação vivo e retornar para a sua família.
Após o término da oração, ela se levanta do chão e deita ao lado dos seus filhos na cama de casal, adormecendo em seguida.
Continua...

Comentário do Livro (157)

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    CarvalhoDanielle

    Eu tô amando o livro!!

    4d

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    ElinaKaren elina

    ff74skdg583kdg693kyep7eo5elyrdkhykdmhf

    22d

      0
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    Wallace Ricardo Da Silva Lucio Dos Santos

    um bom livro para ler

    24d

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