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Capítulo 53. Festa e abuso (Parte 1)

BILLY 
Após deixar Briana em casa, meus pensamentos sobre o que Alison havia feito não cessavam. A imagem daquela cena indesejada se repetia, ecoando como um grito mudo em minha mente, cada detalhe da violência estampado como cicatrizes emocionais. Era imperativo garantir que ela se mantivesse longe de Briana, protegendo-a de qualquer outro ataque físico ou emocional que pudesse vir. A raiva e a preocupação se misturavam, formando uma tempestade de sentimentos que ameaçava inundar meu raciocínio.
O calor do momento compartilhado conosco continuava a aquecer meu peito, como se uma chama antiga tivesse sido reacendida, trazendo à tona sentimentos que eu pensava estarem enterrados sob camadas de desilusão. Enquanto dirigia para casa, o filme do momento vivido se desenrolava em flashes, cada sorriso, cada toque, cada risada, tornando-se preciosidades que eu não queria esquecer.
"Eu só queria poder prender esse momento no tempo," murmurei para mim mesmo, um sorriso tímido brotando em meus lábios ao relembrar daqueles instantes de felicidade genuína que pareciam fugazes demais. Ao estacionar, percebi que havia ficado mais tempo no carro do que pensava, perdido em minhas próprias reflexões e desejos. Ao entrar em casa, a urgência de limpar-me da agitação da noite me levou diretamente ao banheiro.
Enquanto a água caía, meus pensamentos giravam em torno de como consertar as coisas com Briana, de como recuperar o que tínhamos antes. Terminei o banho, vesti uma bermuda qualquer e me joguei sobre a cama confortável em meu quarto, ainda absorto em meus pensamentos, momento em que fui surpreendido pela invasão abrupta da minha irmã, sua presença interrompendo meus devaneios e trazendo-me de volta à realidade de forma brusca.
— É verdade? — Ela perguntou, o tom de sua voz denunciando sua preocupação e indignação, cada palavra carregada de emoção.
— Do que está falando, Lauren? — Respondi, tentando manter a calma enquanto me sentava na cama, meu coração batendo mais rápido diante da tensão que se formava no ambiente.
— Aquela cretina realmente agrediu a Briana? Vou dar uma lição nela! — Lauren esbravejou, batendo os braços na perna num ritmo frenético, revelando o quão furiosa e impaciente estava, seus olhos faiscando de raiva.
— Não quero te ver envolvida em confusão! Vou agora à casa dela pra dizer algumas verdades! — Declarei, já me levantando para calçar os sapatos, a urgência em fazer justiça pulsando forte em minhas veias.
— Eu vou com você! — Ela insistiu, os braços cruzados e a impaciência clara em seu rosto, sua determinação rivalizando com a minha.
— Não vai não, pode deixar que vou resolver isso. Ela não vai mais se aproximar da Briana! — Afirmei, arqueando uma sobrancelha para enfatizar minha determinação, a certeza de que precisava proteger Briana dominando cada fibra do meu ser.
A tensão estava refletida no rosto indignado de Lauren. Seu desejo de proteger Briana era compreensível, mas eu precisava assegurar que as coisas fossem resolvidas da melhor maneira possível.
— Lauren, eu entendo você, mas precisamos lidar com isso com calma. Vou resolver a situação e garantir que Alison não seja mais um problema para a Briana. — Falei, tentando acalmar os ânimos enquanto terminava de calçar os sapatos.
A expressão decidida de Lauren suavizou levemente, revelando uma mistura de preocupação e confiança em minhas palavras. Seus olhos, antes faiscantes de raiva, agora refletiam um entendimento mútuo.
— Sabe que mais cedo ou mais tarde vou encontrar com ela na escola, não é? — Uma insatisfação se fez presente em seus olhos, sua voz carregada de frustração.
— Merda, porque tem que complicar tudo? Você vai comigo, mas nem pense em sair do carro, certo? — Borrifei o perfume na extremidade do pescoço, tentando manter a mente focada apesar das emoções conflitantes.
— Prometo que não vou sair! — Um sorrisinho sacana surgiu em sua boca, um momento de leveza em meio à tensão que nos envolvia, mostrando que mesmo diante da adversidade, ainda havia espaço para um pouco de humor.
No fundo, eu sabia que iria me arrepender daquilo, mas não quis deixá-la mais nervosa do que já estava. Enviei uma mensagem para Briana, dizendo que iria comprar os ingredientes para o preparo das pizzas, já que ela tinha decidido fazer. Eu estava até imaginando o desastre que seria, considerando sua falta de jeito na cozinha. Peguei as chaves do Mustang, dei um beijo no rosto da minha mãe e um aperto de mão ao meu pai, aproveitando aquele momento familiar antes de lidar com a confusão que se avizinhava.
— O que é isso, garoto? Faz dias que não te vejo e você vem com um simples aperto de mão? — Ele puxou-me pelo braço e me abraçou com força, como se estivesse tentando recuperar o tempo perdido em um gesto só. Em seguida, bagunçou completamente meus cabelos, um gesto que me fez sorrir involuntariamente.
— Ah, qual é, pai? — Reclamei, mas não pude conter a risada enquanto corria até o espelho na sala para ajeitar os cabelos de novo, o carinho e a familiaridade do gesto aquecendo meu coração de uma maneira única.
— Onde estão indo? — Perguntou ele, desconfiado, seu olhar perspicaz captando qualquer sinal de segredo ou preocupação em nossas expressões.
— Vamos na casa da Alison dar um corretivo nela! — Lauren, como sempre, intrometeu-se na conversa com sua voz decidida e um brilho de indignação nos olhos.
— O que aconteceu? — Meu pai encostou-se no armário, observando-nos atentamente, sua expressão séria mostrando que ele estava pronto para ouvir e agir, caso necessário.
— Ela agrediu a Briana por ciúmes do Billy! — Lauren disparou a falar, sua voz carregada de revolta pelo que considerava uma injustiça intolerável. 
A tensão na sala aumentou, a atmosfera carregada com o peso do que acabava de ser revelado. A expressão de meu pai endureceu enquanto absorvia a informação, um silêncio pesado se instalando por um momento antes de ele romper o silêncio com um suspiro profundo. A desaprovação era evidente em seu olhar.
— William, você tem que resolver essa situação! Se não quer mais nada com essa tal de Alison, precisa deixar isso claro, não dê falsas esperanças! — Repreendeu-me com firmeza.
— Ah, ele já deixou bem claro, mas não caiu a ficha dela ainda! Aliás, o Billy está apaixonadinho pela Briana! — Lauren tagarelou e se eu pudesse esgana-la, faria ali mesmo, por conta da tamanha a vergonha que senti naquele momento.
— A Briana é uma excelente pessoa, mas você está preparado para lidar com os problemas dela? A mãe dela continua desaparecida, não é! — Meu pai encarou-me seriamente, o peso das responsabilidades pesando sobre meus ombros.
— Sempre estive preparado, pai! — Respondi, tentando manter a convicção em minhas palavras, mesmo que uma parte de mim estivesse nervosa com o rumo da conversa.
— Que bom, filho! E ela sente o mesmo por você? — Todos os olhos presentes se voltaram para mim, a pressão daquela pergunta pesando como uma tonelada sobre meu peito.
— Podemos ter essa conversa outra hora? Por favor! — Pedi, sentindo-me completamente constrangido e desejando estar em qualquer outro lugar naquele momento. Não acreditava que Lauren havia me colocado em uma situação tão delicada.
— Tudo bem, mas teremos essa conversa, apenas eu e você, de homem para homem, huh? — Meu pai aproximou-se e deu um leve soco no meu ombro, um gesto de apoio disfarçado de brincadeira.
— Claro, agora preciso ir, amo vocês! — Saí rapidamente da sala, aliviado por escapar daquele constrangimento momentâneo, mas sabendo que a conversa prometida seria inevitável. Entrei no carro, respirando fundo antes de dar partida, com um turbilhão de pensamentos ocupando minha mente enquanto dirigia para longe dali.
Minha irmã manteve seu olhar fixo em mim, e por um breve momento, a tentação de mandá-la cuidar da própria vida e me deixar em paz cresceu dentro de mim. Senti a ponta da língua coçando para soltar palavras afiadas, mas optei, no entanto, por não alimentar a discussão naquele momento. Lauren tinha o irritante hábito de agir assim, e eu acreditava que era parte intrínseca de sua personalidade, sem expectativa de mudança mesmo com um toque de advertência meu.
Girei a chave na ignição, o motor do carro ronronando suavemente enquanto nos preparávamos para iniciar nossa jornada em direção à casa da Alison. O silêncio tenso no veículo era perceptível, as emoções ainda borbulhando sob a superfície enquanto eu me esforçava para manter a calma e focar na estrada à nossa frente. As luzes dos postes se filtravam pelas árvores à beira da estrada, criando padrões dourados que dançavam sobre o painel do carro, uma pequena distração para o turbilhão de pensamentos que giravam em minha mente.
O vento fresco da noite entrava pela janela entreaberta, trazendo consigo o aroma da natureza e dissipando um pouco da tensão. Respirei fundo, tentando encontrar um equilíbrio entre as expectativas de meu pai, as emoções conflitantes em relação a Briana e a necessidade de lidar com a situação na casa de Alison de forma madura e responsável. Enquanto as ruas passavam rapidamente sob as rodas do carro, eu sabia que aquela jornada não seria apenas física, mas também emocional. 
— Posso compartilhar algo com você? — Encarei os olhos da minha irmã, sentindo a tensão no carro aumentar a cada palavra, como se o ar ao nosso redor se tornasse mais denso com cada instante de silêncio.
— Fala de uma vez! — Ela murmurou, inclinando-se na minha direção, sua expressão mostrando impaciência e curiosidade ao mesmo tempo.
— Mas não saia espalhando para todo mundo, entende? — Trinquei o maxilar, sentindo a necessidade de deixar claro o sigilo da conversa que estava prestes a ter.
— Fala logo, Billy! — Sua voz soou ainda mais impaciente, e eu senti um nó se formar em minha garganta antes de finalmente soltar as palavras.
— Eu e a Briana nos beijamos hoje! — Desviei meu olhar para o trânsito, tentando disfarçar a mistura de nervosismo e felicidade que borbulhava dentro de mim.
— E qual a novidade nisso? Vocês vivem se pegando! — Ela apoiou o cotovelo na janela, sua expressão agora tingida com um brilho de diversão.
— Eu sei que já aconteceu várias vezes, mas hoje foi diferente, foi muito real, entende? — Sorri, deixando escapar um pouco da minha emoção.
— Adoraria que ela fosse minha cunhada, já pensou? Seria incrível! Vocês dois se casam, e logo depois, eu e o Peter também! — Exclamou animada, sua imaginação voando para um futuro cheio de possibilidades.
— É, realmente seria incrível! — Suspirei, permitindo-me sonhar brevemente com um cenário tão harmonioso e cheio de amor.
Após um período no trânsito, avistei finalmente a casa da Alison. Estacionei o Mustang com cuidado, sentindo a ansiedade crescer conforme me preparava para a conversa que estava por vir. Antes de sair do carro, solicitei gentilmente que minha irmã aguardasse lá dentro, consciente de que precisava abordar o assunto com delicadeza. Toquei a campainha e fui prontamente atendido pela mãe dela, cuja expressão era uma mistura de curiosidade e recepção calorosa.
— Oi, Billy, entre! — Ela me convidou, mas eu agradeci educadamente.
— Não, obrigado! Preciso ter uma rápida conversa com a Alison, ela está por aqui? — Mantive-me firme em minha decisão de não adentrar a casa, lembrando-me das orientações de meu pai para não criar expectativas desnecessárias.
— É sobre a sua amiga? O pai dela esteve aqui mais cedo, um homem muito educado por sinal! Conversei com a Alison sobre isso, mas ela nunca dá ouvidos ao que falo! — A mãe dela suspirou, mostrando uma ponta de frustração.
— É exatamente sobre isso, você poderia chamá-la, por favor? — Pedi cortesmente, ansioso para esclarecer as coisas com Alison e garantir que tudo estivesse claro entre nós.
A mãe dela concordou prontamente, dirigindo-se para chamar a filha enquanto eu aguardava na entrada, ciente de que enfrentaria uma conversa crucial para resolver as tensões entre nós. Observando a fachada da casa, não pude deixar de refletir sobre a complexidade dos relacionamentos e das situações que nos envolviam. Os pais dela eram pessoas decentes, percebia eu, e pareciam não merecer a filha que tinham.
"Onde é que fui me meter? Nunca deveria ter me envolvido com ela.", ponderava enquanto esperava. O peso das decisões e das consequências se fazia presente naquele momento, deixando-me um tanto inquieto e preocupado com o desfecho da conversa que se aproximava. Olhando ao redor, notei as plantas bem cuidadas no jardim, um sinal do zelo e da atenção que a família dedicava ao lar.
Aquela serenidade exterior contrastava com a agitação interna que eu sentia, uma mistura de arrependimento, frustração e a esperança de que pudesse resolver as coisas de forma amigável e madura. A espera parecia se estender, o tempo passando em câmera lenta enquanto eu repassava mentalmente o que precisava ser dito, as palavras cuidadosamente escolhidas para evitar mal-entendidos e conflitos desnecessários. 
— Oi, Billy! — Alison apareceu diante de mim com uma expressão pouco amistosa, seus olhos lançando faíscas de irritação.
— Quero que deixe a Briana em paz! — Fui direto ao ponto desejado, sem rodeios.
— Não fiz nada com ela, a garota é uma surtada, e você sabe disso! Meu Deus, a minha unha quebrou! — Ela desviou o assunto de forma abrupta, como se sua unha fosse mais importante do que a conversa que estávamos tendo.
— Alison, estou falando sério, não quero que chegue perto dela. Se tentar algo novamente, vai se ver comigo! — Rosnei entre dentes, deixando claro que não estava para brincadeiras.
— E comigo também! — Lauren surgiu inesperadamente atrás de mim, sua voz carregada de determinação e proteção.
— Terminaram? Preciso dar um jeito nas minhas unhas! — Alison virou-se para entrar, como se nada tivesse acontecido, mostrando uma atitude despreocupada diante da situação.
— Escuta aqui, estou falando sério! — Lauren, sem hesitação, puxou-a pelos cabelos, mantendo uma firme pegada que refletia sua indignação.
— Tire as mãos dos meus cabelos, sua maluca! Vou chamar a polícia para vocês! — Alison ameaçou, lutando para se libertar das garras de Lauren, revelando uma tentativa desesperada de se impor.
— Vamos, Lauren, solte-a! O recado foi dado! — Puxei minha irmã pelo braço e a coloquei dentro do carro, sentindo uma mistura de raiva e preocupação diante da situação. — O que foi aquilo? Falei para você ficar aqui! — Esbravejei, frustrado com a atitude impulsiva de Lauren.
— Aquilo não foi nada comparado ao que ela fez com Briana! — Lauren cruzou os braços, mantendo-se firme em sua posição de defender a amiga.
Entrei no carro contrariado com ela, mas por dentro, estava secretamente satisfeito com sua ação, embora preferisse manter isso em segredo. A situação era tensa e complicada, mas uma coisa estava clara: a proteção e o apoio à Briana eram nossa prioridade naquele momento.
— Vai comer pizza conosco? — Perguntei, tentando dissipar um pouco da tensão do momento com um convite descontraído.
— Acho que sim, não temos nenhum plano para hoje! — Ela sorriu, mostrando disposição para se juntar a nós.
— Ótimo, vamos ver se sai algo comestível do que ela vai preparar! — Gargalhei, aliviado por ver um momento de leveza surgindo após a intensidade da discussão anterior. A perspectiva de compartilhar uma refeição familiar, mesmo que fosse pizza caseira, trazia um conforto bem-vindo diante das turbulências que enfrentávamos.
Dirigimos até o mercado, adquirindo todos os itens da lista elaborada pela Briana. Apreciei o tempo que passei com minha irmã; fazia tempo que não saíamos juntos, e de vez em quando, era bom quebrar a rotina para colocar os assuntos em dia. Enquanto caminhávamos pelos corredores do mercado, trocamos histórias engraçadas e comentários sobre a vida, criando um momento de cumplicidade que eu valorizava muito.
Após pagar pelas mercadorias, enfrentamos mais um período no trânsito, mas desta vez sem interrupções, até chegarmos à casa da Briana. Retirei as sacolas do carro, sentindo o peso dos mantimentos, mas também a satisfação de estar ajudando e contribuindo para a refeição que compartilharíamos em breve. Ao nos aproximarmos da porta, Lauren simplesmente entrou, deixando-me carregar todo o peso sozinho.
Resmunguei baixinho, mas não pude deixar de sorrir internamente; era típico dela agir assim, e de certa forma, aquela atitude fazia parte da dinâmica entre nós. Passei pela porta, e Briana veio retirar algumas sacolas da minha mão, agradecendo com um sorriso doce. Seus olhos brilhavam de felicidade, e eu sabia que aquela refeição seria mais do que apenas comida; seria um momento de união e compartilhamento entre pessoas que se preocupavam umas com as outras.
— Resolveram trazer o mercado todo? — Briana sorriu ao se aproximar, seus olhos brilhando com a animação da noite que se aproximava.
— Lauren estava comigo, então pode imaginar que grande parte disso é dela! — Coloquei o restante das sacolas sobre a mesa, rindo da situação um tanto exagerada que havíamos criado.
— Por que demoraram tanto? Já preparei a massa! — Ela colocou uma mecha do cabelo atrás da orelha, revelando uma expressão de expectativa enquanto se preparava para a etapa seguinte da preparação da pizza.
— O mercado estava bem cheio! — Evitei mencionar que passamos na casa da Alison, para não causar preocupações desnecessárias, focando apenas na desculpa genérica.
— Imagino, é sexta-feira, e as pessoas correm até o mercado. Poderia me ajudar aqui? — Briana pediu educadamente, mostrando sua habitual gentileza.
— Claro, só vou lavar as mãos! — Abri a torneira e ensaboei as mãos rapidamente, pronto para literalmente colocá-las na massa e ajudar no preparo da refeição.
— Billy, você tem um minuto? — Peter disse atrás de mim, interrompendo nossos afazeres culinários.
— Claro! — Sequei as mãos em um pano de prato, seguindo-o até o quarto dele, uma sensação de desconforto se instalando em meu peito, pois certamente o assunto seria delicado.
— O que está rolando entre você e minha irmã? Vocês voltaram? — Peter encostou-se na cômoda, cruzando os braços e encarando-me com olhos sombrios, deixando claro que não estava ali para papo furado.
— Por que todo mundo resolveu perguntar isso de repente? — Cocei a cabeça, tentando disfarçar a surpresa diante da abordagem direta.
— Estou em um relacionamento com sua irmã; automaticamente, ela me conta tudo que acontece, e acabou de me dizer que você beijou a Briana hoje, e pelo visto, não foi um beijo qualquer! Se ferir os sentimentos dela, você vai se ver comigo! — Ele apontou o dedo no meu nariz, sua voz carregada de preocupação e proteção fraternal.
— Jamais machucaria ela, Peter! — Engoli em seco, sentindo o peso das palavras dele.
— Acho bom mesmo! — Ele falou e logo em seguida saiu do quarto, deixando-me com um turbilhão de pensamentos e sentimentos diante da conversa que acabávamos de ter.
A tensão no quarto era notável, levando-me a refletir profundamente sobre o impacto daquele beijo e as possíveis repercussões em meu relacionamento com Briana e sua família. Compreendia plenamente a preocupação de seu irmão mais velho, e parte de mim se regozijava ao perceber seu instinto protetor. "Incrível, acabei de levar uma bronca de um cara com quem nem tenho tanta intimidade", ponderava, reconhecendo a seriedade da situação. 

Comentário do Livro (2260)

  • avatar
    PedroRose

    eu amei

    4h

      0
  • avatar
    TintoIsabelly

    muito bom

    13h

      0
  • avatar
    xaviervitoria

    Muito bom

    2d

      0
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