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Capítulo 7 Incapazes

"Agora que mais servidores foram encontrados, se acendeu uma faísca de esperança, talvez ela se apague totalmente e nunca mais volte a brilhar ou talvez ela irá se manter acessa mas com seu brilho diminuído, mostrando que por mais que tudo esteja ruim, sempre vão achar uma saída para tudo aquilo e talvez voltar a viver suas vidas de antes."
As antigas lembranças rodeavam e assombravam a mente de Teresa, a imagem da mulher no computador aparecia várias e várias vezes, como se estivesse tentando lhe dizer alguma coisa. Porém Teresa não conseguia entender o porque.
Até que derrepende tudo apagou e uma voz doce e meiga surgiu na escuridão de seus pensamentos.
- Teresa...Teresa.- Chamava a voz.- Por favor, acorde Teresa.
Derrepende a voz começou a ficar mais forte.
- Teresa...Teresa, acorde por favor Teresa.
A cada segundo que passava a voz ficava mais forte e mais real. Como se ela pudesse sentir.
- Teresa, Teresa, acorde por favor Teresa.
Até que a voz ficou mais forte e mais alta. Parecida com a de um homem e derrepende a voz gritou.
- Teresa, Teresa, acorda?!.
Ao ouvir o grito, lentamente, Teresa foi recobrando a consciência e assim abriu os olhos e percebeu o que estava acontecendo.
Ela estava novamente  uma cama de hospital branca, cortinas azuis ao redor e uma poltrona pequena E uma prancheta por cima de poltrona.
Ao virar a cabeça, Ozzy a observava atentamente, Teresa se sentou na cama para filtrar onde estava.
- Você estava me chamando?.- Perguntou Teresa confusa para Ozzy.
- Você estava gemendo, então preferi de acordar, não sabia o que estava acontecendo.
- O que aconteceu?.
- A explosão pegou vocês faltando bem pouco para chegar, as toxinas estavam fazendo vocês terem alucinações.
- Toxinas?.
- Existe uma toxina que é liberada para a desinfecção de todo o ambiente, as vezes, a tôxina é agressiva demais.
Ozzy desceu da cama e saiu, logo depois de alguns segundos voltou com uma maçã na boca para Teresa.
- Achei que estaria com fome.
- Uma maçã?!, obrigada Ozzy.
Derrepende alguém na cama ao lado começou a gemer de dor.
Calmamente, Teresa desceu da cama e levantou a cortina ao lado e viu a moça que havia ajudado ardendo em febre.
Ela se aproximou da cama, colocou a mão na testa da moça e viu que estava bem quente.
- Temperatura corporal.- Perguntou Teresa a Eva.
- * Analisando....*, * Temperatura trinta e nove e meio *.
Rapidamente, Teresa começou a tirar os lençóis de cima dela para que a febre pudesse abaixar.
Até que no pescoço dela, ela viu um pingente semelhante ao dela.
Ao lado havia ktis de primeiro socorros, já sabendo o que fazer, Teresa a medicou e sentou na cama, dentro de alguns minutos o remédio fez efeito e a temperatura dela, diminuiu lentamente.
Logo em seguida a moça acordou assustada.
Ela olhou ao redor e viu Teresa sentada ao seu lado.
- Oi.
- Olá.
- O que aconteceu?.- Perguntou a moça.
- Parece que fomos atingidos pela explosão, não conseguimos chegar a tempo.
- Então não conseguimos chegar a tempo?.
- Não, infelizmente.
- Onde estamos?.
- Na salas de observação, andar vigésimo sexto.
- Como sabia que era aqui?. A sala que deveríamos encontrar.- Perguntou a moça.
Teresa foi pega de surpresa.
- Eu não sei, só sabia que aqui tinha algo para nós.
- A política das três cores?.
Teresa franziu as sobrancelhas sem entender.
- As cores azul, vermelha e verde.- Disse a moça.
- A azul é área restrita, somente pessoal autorizado, a vermelha são os pesquisadores e a verde somente para cidadãos.- Disse a moça e Teresa em coro.
- Agora eu me lembro.- Relatou Teresa. - Aqui deve ser a sala verde.
- Está com fome?.- Perguntou Teresa oferecendo a maçã que estava com ela.
- Obrigada.
Derrepende, a curiosidade invadiu a mente de Teresa.
- Como se chama?.- Perguntou Teresa.
- Hannah e você como se chama?.
- Teresa.
A moça se ergueu para se sentar quando gemeu de dor novamente.
Rapidamente, Teresa levantou os lençóis e viu que ela havia sido atingida levemente no estômago e na perna.
Ela pegou o kit de primeiro socorros novamente e começou a limpar os ferimentos com alguns panos até que novamente a curiosidade do pingente surgiu na sua mente.
- Onde conseguiu esse pingente?. Perguntou ela limpando os ferimentos.
- Ah, eu não sei, acordei com ele.Foi o Matthew que me achou e me levou para aquela sala e de lá mas não  conseguimos sair.
- Ele acordou primeiro?.- Perguntou Teresa confusa.
- Sim.
- Como conseguiram sobreviver tanto tempo, sem comida?.
- Ozzy levava para nós.
Alguns minutos depois, Em silêncio, Teresa terminou de limpar os ferimentos de Hannah.
- Seus ferimentos foram leves, mas mesmo assim precisa descansar.
- Mas eu me sinto bem.- Indagou Hannah.
- Vamos precisar de toda a energia para sair daqui.
Teresa pegou o kit de primeiro socorros, abriu uma das gavetas do armário e encontrou uma lanterna e pegou, fechou a cortina e saiu em direção às outras camas.
Indo para o final da sala. Lá no fundo havia uma mesa e mais uma porta com duas janelas porém trancada.
Ela tentou abrir mas sem sucesso, então resolveu esclarecer de uma vez por todas quem realmente havia acordado primeiro.
Andando lentamente a procura do rapaz.
Ele estava deitado em uma das últimas camas, parecia dormir profundamente. Mas quando Teresa se aproximou ele estava acordado olhando para o teto.
Com o kit de primeiro socorros nas mãos, ela levantou os lençóis e começou a analisar, até perceber que ele também estava um tanto quente.
Ela rasgou um pedaço de calça do rapaz para conseguir limpar a ferida
- O que pensa que está fazendo?.- Perguntou o rapaz.
- Seus ferimentos não vão se curar sozinho.
- Eu não pedi a sua ajuda.- Disse o rapaz.
- Eu não vou deixar você morrer.
Após a perna estar limpa e enfaixada, Teresa subiu para o estômago do rapaz que estava jorrando sangue, ela subiu parte do seu moletom e viu a poça que se formava no seu estômago. Porém ele continuava insistindo que Teresa não devia perder tempo com ele.
- A quanto tempo está acordado?.- Perguntou ela limpando a poça de sangue
- Não perca tempo comigo.
- Me responda, a quanto tempo você acordou?.
- Precisamos sair daqui.-  Disse o rapaz afastando a mão de Teresa do seu estômago.
-  Eu vou encontrar uma saída, não precisa se preocupar.- Disse Teresa como forma de resposta.
- Tem certeza?. Quem nus garante que você não vai matar todos nós?.- Disse ele certo do que estava falando.- Não foi o que pareceu quando você acionou a bomba.
- O que Você está dizendo?.- Teresa parou e o encarou.
- Você foi a única que acordou antes da bomba e outra..- Respondeu ele já com algumas dificuldades.- Somente alguém com autorização da área Z poderia ter feito isso.
- Como sabe disso?.- Perguntou Teresa.
- Não importa.
- Se eu quisesse já teria o feito, já chegou a pensar nisso Matthew?
Teresa respirou fundo mas seus pensamentos rodavam no que Matthew havia dito, para se livrar, ela começou a costurar a ferida que parecia de bala.
- Eu quero sair daqui tanto quanto vocês Matthew.
- Como sabe meu nome?.
- Não importa.- Respondeu ela ironicamente.
O silêncio tomou conta do ambiente por um tempo, até que Matthew resolveu deixar o orgulho de lado.
- Como ela está?.
- Bem, Com febre e algumas lesões, nada grave, com descanso ela pode melhorar.
- Acordamos tem algumas semanas, eu a encontrei do outro lado.
- Quem acordou primeiro?.
- Eu acordei.
- Como ela estava?.
- Desmaiada, no chão.- Contou Matthew.- Tentamos escapar mais alguém apareceu e tentou nus matar.
Ao ouvir, Teresa parou e ficou pensando, a única coisa que tinha aparecido era os Alphas, como assim " Uma pessoa"?.
- E depois?.
- Conseguimos fugir, mas ficamos preso naquela sala.
Com tudo esclarecido, Teresa pegou agulha, linha e um bisturí no kit de primeiro socorros, parecia que algo estava dentro do estômago de Matthew.
Ela começou a furar o estômago de Matthew quando percebeu que ele não tinha reação ao corte.
- Está sentindo isso?.- Perguntou Teresa ao fazer um pequena linha nele.
- Não, não estou sentindo nada.
- Tá bom, parece que tem algo dentro de você, eu preciso tirar.
- Tá bom.
Como Matthew, de algum jeito, não sentia dor. Teresa fez uma pequena linha reta no estômago dele, abriu e retirou o que havia.
- Isso é vidro?!.- Dizia Teresa surpresa ao retirar um pedaço de vidro do estômago.
Derrepende, Matthew ficou fraco pela falta de sangue, de imediato, Teresa pegou linha e agulha e costurou o ferimento.
- Vou procurar mais remédios, não temos muito, descanse.
Novamente, ela pegou a lanterna, fechou as cortinas e ficou cara a cara a uma porta com duas janelas.

Comentário do Livro (73)

  • avatar
    BeatrizNayra

    muito bommm

    02/08/2025

      0
  • avatar
    Daniel

    muito bom

    15/06/2025

      0
  • avatar
    MeloEndro

    obrigado

    25/05/2025

      0
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