"Agora que mais servidores foram encontrados, se acendeu uma faísca de esperança, talvez ela se apague totalmente e nunca mais volte a brilhar ou talvez ela irá se manter acessa mas com seu brilho diminuído, mostrando que por mais que tudo esteja ruim, sempre vão achar uma saída para tudo aquilo e talvez voltar a viver suas vidas de antes." As antigas lembranças rodeavam e assombravam a mente de Teresa, a imagem da mulher no computador aparecia várias e várias vezes, como se estivesse tentando lhe dizer alguma coisa. Porém Teresa não conseguia entender o porque. Até que derrepende tudo apagou e uma voz doce e meiga surgiu na escuridão de seus pensamentos. - Teresa...Teresa.- Chamava a voz.- Por favor, acorde Teresa. Derrepende a voz começou a ficar mais forte. - Teresa...Teresa, acorde por favor Teresa. A cada segundo que passava a voz ficava mais forte e mais real. Como se ela pudesse sentir. - Teresa, Teresa, acorde por favor Teresa. Até que a voz ficou mais forte e mais alta. Parecida com a de um homem e derrepende a voz gritou. - Teresa, Teresa, acorda?!. Ao ouvir o grito, lentamente, Teresa foi recobrando a consciência e assim abriu os olhos e percebeu o que estava acontecendo. Ela estava novamente uma cama de hospital branca, cortinas azuis ao redor e uma poltrona pequena E uma prancheta por cima de poltrona. Ao virar a cabeça, Ozzy a observava atentamente, Teresa se sentou na cama para filtrar onde estava. - Você estava me chamando?.- Perguntou Teresa confusa para Ozzy. - Você estava gemendo, então preferi de acordar, não sabia o que estava acontecendo. - O que aconteceu?. - A explosão pegou vocês faltando bem pouco para chegar, as toxinas estavam fazendo vocês terem alucinações. - Toxinas?. - Existe uma toxina que é liberada para a desinfecção de todo o ambiente, as vezes, a tôxina é agressiva demais. Ozzy desceu da cama e saiu, logo depois de alguns segundos voltou com uma maçã na boca para Teresa. - Achei que estaria com fome. - Uma maçã?!, obrigada Ozzy. Derrepende alguém na cama ao lado começou a gemer de dor. Calmamente, Teresa desceu da cama e levantou a cortina ao lado e viu a moça que havia ajudado ardendo em febre. Ela se aproximou da cama, colocou a mão na testa da moça e viu que estava bem quente. - Temperatura corporal.- Perguntou Teresa a Eva. - * Analisando....*, * Temperatura trinta e nove e meio *. Rapidamente, Teresa começou a tirar os lençóis de cima dela para que a febre pudesse abaixar. Até que no pescoço dela, ela viu um pingente semelhante ao dela. Ao lado havia ktis de primeiro socorros, já sabendo o que fazer, Teresa a medicou e sentou na cama, dentro de alguns minutos o remédio fez efeito e a temperatura dela, diminuiu lentamente. Logo em seguida a moça acordou assustada. Ela olhou ao redor e viu Teresa sentada ao seu lado. - Oi. - Olá. - O que aconteceu?.- Perguntou a moça. - Parece que fomos atingidos pela explosão, não conseguimos chegar a tempo. - Então não conseguimos chegar a tempo?. - Não, infelizmente. - Onde estamos?. - Na salas de observação, andar vigésimo sexto. - Como sabia que era aqui?. A sala que deveríamos encontrar.- Perguntou a moça. Teresa foi pega de surpresa. - Eu não sei, só sabia que aqui tinha algo para nós. - A política das três cores?. Teresa franziu as sobrancelhas sem entender. - As cores azul, vermelha e verde.- Disse a moça. - A azul é área restrita, somente pessoal autorizado, a vermelha são os pesquisadores e a verde somente para cidadãos.- Disse a moça e Teresa em coro. - Agora eu me lembro.- Relatou Teresa. - Aqui deve ser a sala verde. - Está com fome?.- Perguntou Teresa oferecendo a maçã que estava com ela. - Obrigada. Derrepende, a curiosidade invadiu a mente de Teresa. - Como se chama?.- Perguntou Teresa. - Hannah e você como se chama?. - Teresa. A moça se ergueu para se sentar quando gemeu de dor novamente. Rapidamente, Teresa levantou os lençóis e viu que ela havia sido atingida levemente no estômago e na perna. Ela pegou o kit de primeiro socorros novamente e começou a limpar os ferimentos com alguns panos até que novamente a curiosidade do pingente surgiu na sua mente. - Onde conseguiu esse pingente?. Perguntou ela limpando os ferimentos. - Ah, eu não sei, acordei com ele.Foi o Matthew que me achou e me levou para aquela sala e de lá mas não conseguimos sair. - Ele acordou primeiro?.- Perguntou Teresa confusa. - Sim. - Como conseguiram sobreviver tanto tempo, sem comida?. - Ozzy levava para nós. Alguns minutos depois, Em silêncio, Teresa terminou de limpar os ferimentos de Hannah. - Seus ferimentos foram leves, mas mesmo assim precisa descansar. - Mas eu me sinto bem.- Indagou Hannah. - Vamos precisar de toda a energia para sair daqui. Teresa pegou o kit de primeiro socorros, abriu uma das gavetas do armário e encontrou uma lanterna e pegou, fechou a cortina e saiu em direção às outras camas. Indo para o final da sala. Lá no fundo havia uma mesa e mais uma porta com duas janelas porém trancada. Ela tentou abrir mas sem sucesso, então resolveu esclarecer de uma vez por todas quem realmente havia acordado primeiro. Andando lentamente a procura do rapaz. Ele estava deitado em uma das últimas camas, parecia dormir profundamente. Mas quando Teresa se aproximou ele estava acordado olhando para o teto. Com o kit de primeiro socorros nas mãos, ela levantou os lençóis e começou a analisar, até perceber que ele também estava um tanto quente. Ela rasgou um pedaço de calça do rapaz para conseguir limpar a ferida - O que pensa que está fazendo?.- Perguntou o rapaz. - Seus ferimentos não vão se curar sozinho. - Eu não pedi a sua ajuda.- Disse o rapaz. - Eu não vou deixar você morrer. Após a perna estar limpa e enfaixada, Teresa subiu para o estômago do rapaz que estava jorrando sangue, ela subiu parte do seu moletom e viu a poça que se formava no seu estômago. Porém ele continuava insistindo que Teresa não devia perder tempo com ele. - A quanto tempo está acordado?.- Perguntou ela limpando a poça de sangue - Não perca tempo comigo. - Me responda, a quanto tempo você acordou?. - Precisamos sair daqui.- Disse o rapaz afastando a mão de Teresa do seu estômago. - Eu vou encontrar uma saída, não precisa se preocupar.- Disse Teresa como forma de resposta. - Tem certeza?. Quem nus garante que você não vai matar todos nós?.- Disse ele certo do que estava falando.- Não foi o que pareceu quando você acionou a bomba. - O que Você está dizendo?.- Teresa parou e o encarou. - Você foi a única que acordou antes da bomba e outra..- Respondeu ele já com algumas dificuldades.- Somente alguém com autorização da área Z poderia ter feito isso. - Como sabe disso?.- Perguntou Teresa. - Não importa. - Se eu quisesse já teria o feito, já chegou a pensar nisso Matthew? Teresa respirou fundo mas seus pensamentos rodavam no que Matthew havia dito, para se livrar, ela começou a costurar a ferida que parecia de bala. - Eu quero sair daqui tanto quanto vocês Matthew. - Como sabe meu nome?. - Não importa.- Respondeu ela ironicamente. O silêncio tomou conta do ambiente por um tempo, até que Matthew resolveu deixar o orgulho de lado. - Como ela está?. - Bem, Com febre e algumas lesões, nada grave, com descanso ela pode melhorar. - Acordamos tem algumas semanas, eu a encontrei do outro lado. - Quem acordou primeiro?. - Eu acordei. - Como ela estava?. - Desmaiada, no chão.- Contou Matthew.- Tentamos escapar mais alguém apareceu e tentou nus matar. Ao ouvir, Teresa parou e ficou pensando, a única coisa que tinha aparecido era os Alphas, como assim " Uma pessoa"?. - E depois?. - Conseguimos fugir, mas ficamos preso naquela sala. Com tudo esclarecido, Teresa pegou agulha, linha e um bisturí no kit de primeiro socorros, parecia que algo estava dentro do estômago de Matthew. Ela começou a furar o estômago de Matthew quando percebeu que ele não tinha reação ao corte. - Está sentindo isso?.- Perguntou Teresa ao fazer um pequena linha nele. - Não, não estou sentindo nada. - Tá bom, parece que tem algo dentro de você, eu preciso tirar. - Tá bom. Como Matthew, de algum jeito, não sentia dor. Teresa fez uma pequena linha reta no estômago dele, abriu e retirou o que havia. - Isso é vidro?!.- Dizia Teresa surpresa ao retirar um pedaço de vidro do estômago. Derrepende, Matthew ficou fraco pela falta de sangue, de imediato, Teresa pegou linha e agulha e costurou o ferimento. - Vou procurar mais remédios, não temos muito, descanse. Novamente, ela pegou a lanterna, fechou as cortinas e ficou cara a cara a uma porta com duas janelas.
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muito bommm
02/08/2025
0muito bom
15/06/2025
0obrigado
25/05/2025
0Ver Todos